Identificado esqueleto de soldado morto na batalha de Waterloo (1815)

Arqueólogos identificam esqueleto de soldado morto na batalha de Waterloo

 Um esqueleto de 200 anos foi descoberto sob um estacionamento e foi identificado por arqueólogos como sendo de um soldado morto na batalha de Waterloo. Após um processo meticuloso do esqueleto identificaram o homem como Friedrich Brandt de 23 anos, um corcunda Hanoverian (raça de cavalo) que treinou no resort East Sussex de Bexhill-on-Sea (Inglaterra). Friedrich Brandt era membro da Legião alemã de George II, morto pelas tropas de Napoleão e foi encontrado com uma bala de mosquete entre as costelas. O arqueólogo Dominique Bosquet, que trabalha para o governo belga, diz que o achado é único, explicando que jamais foi encontrado um esqueleto completo da batalha de Waterloo.

A bala de mosquete que matou o soldado foi encontrada alojada entre as costelas no campo de batalha de Waterloo

O mistério da identidade e origens de Brandt foi desvendado pelo oficial da Marinha Real e historiador Gareth Glover de 54 anos, que disse que Brandt nunca tinha sido autorizado a servir devido a sua deformidade, sobre as normas militares modernas. Entretanto, sua unidade de Hanover, Leal ao rei, teria lutado ao lado das tropas britânicas e holandesas contra Napoleão. O esqueleto foi descoberto em 2012 e foram necessários 3 anos de muita pesquisa e um pouco de sorte para identificar Brandt.

Um pedaço de madeira com as iniciais CB e a data de 1792 e 20 moedas alemãs e francesas somando o valor de um mês de salário e uma colher de ferro provaram o crucial. A equipe da Waterloo teve que usar o processo de eliminação para identificar o soldado desconhecido e não podia contar com DNA, visto que nenhum dos parentes de Brandt eram conhecidos. Sendo assim usaram de registros permanecentes desde a batalha de 1815 em Waterloo para juntar a história.

Bosquet reconheceu o esqueleto pelas graves deformidades indicadas na coluna vertebral. Outros testes colocaram a idade da morte entre 20 e 29 anos. Glover, tesoureiro da Associação de Waterloo e autor de “Waterloo: Mito e Realidade”, combinado formações de tropas para onde o corpo foi encontrado, foi capaz de identificar o soldado caído como um membro da Legião Alemã.

Arqueólogo belga Dominique Bosquet examina os dentes e mandíbula pertencentes ao soldado

Após, uma grande pista veio à tona quando o pedaço de madeira que pensava-se ter as inscrições CB, realmente mostrou-se FCB, pois a letra F havia desaparecido ao longo do tempo. Usando essas informações, Glover descobriu apenas dois soldados com as iniciais que haviam sido mortos na batalha.

Após consulta de registros de pagamento que datam de agosto 1815, ele foi capaz de tirar um nome da lista. Eventualmente, o historiador ficou com Brandt, um privado na segunda linha do batalhão da Legião. Parece que Brandt era solteiro, como ninguém veio para fazer pedido de pensão de uma viúva após a sua morte.

Estima-se que 50 mil morreram em Waterloo, com uma proporção de mortos, queimados e depois enterrados em valas comuns. Outros corpos foram vendidos comercialmente como fertilizante ou seus dentes eram vendidos como dentaduras.

O esqueleto de Brandt caracterizará em uma exposição a ser revelada em Waterloo, em maio.

Esta pintura por Verker capta o momento onde exército anglo-holandês de Wellington entra em confronto com os franceses

 

Fonte: DailyMail.com.uk Foto: Reprodução / DailyMail

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